Eterno retorno
Postado em February 22, 2008
Categoria Memória Recente |
Canta ao longe
a voz que ontem vivi.
Cala-se a natureza,
mas repetem-se,
numa oração de séculos,
as mesmas palavras,
as que me acordaram.
Apagam-se o sol e as luas,
mas uma voz de pelúcia
acaricia-me os ouvidos.
A voz de um brinquedo quebrado.
A voz que ouço sem saber imitar.
Antonio Costella, do livro Currículo do Tempo, ed. Mantiqueira. (Campos do Jordão)
Bem amigos, estou quase de volta, voltando sempre… re-voltando. Em breve retomarei meu projeto de me perder nas memórias, ficar à deriva sobre lembranças, sobre cumulusnimbus. Volto já - e esse “já” contém todo o tempo do mundo.
Volte sim com suas memórias. É tão legal como ela se confunde com a de tantas outras pessoas.
bejos
*belo poema que escolheu.