Eterno retorno

Postado em February 22, 2008
Categoria Memória Recente | 2 comentários

Canta ao longe
a voz que ontem vivi.

Cala-se a natureza,
mas repetem-se,
numa oração de séculos,
as mesmas palavras,
as que me acordaram.

Apagam-se o sol e as luas,
mas uma voz de pelúcia
acaricia-me os ouvidos.
A voz de um brinquedo quebrado.
A voz que ouço sem saber imitar.

Antonio Costella, do livro Currículo do Tempo, ed. Mantiqueira. (Campos do Jordão)

Bem amigos, estou quase de volta, voltando sempre… re-voltando. Em breve retomarei meu projeto de me perder nas memórias, ficar à deriva sobre lembranças, sobre cumulusnimbus. Volto já – e esse “já” contém todo o tempo do mundo.

Comentários

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2 Comentários »

2008-03-10 22:47:50

Volte sim com suas memórias. É tão legal como ela se confunde com a de tantas outras pessoas.

bejos

*belo poema que escolheu.

2009-02-05 15:05:41

é bom sabermos que as alegrias e as mazelas são compartilhadas :) não somos tão especiais quanto pensamos, não é? beijos querido

 
 
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