vai Talião, corta-lhe a mão!
Postado em October 6, 2007
Categoria Memória Recente |
De vez em quando vem a lucidez: êta vidinha engaiolada medíocre essa de cidadã correta, contribuinte, em dia com as contas, com os compromissos, com a boa educação.
“Por favor”, “bom dia”, “obrigada”.
Eu gosto dessas palavras. Gosto de atitudes civilizadas. Gosto da polidez inglesa. ‘Um cubo ou dois, madame? Um, por favor’. Mas é sempre bom lembrar que tratamento civilizado não é para todos. Há quem mereça todas as conseqüências de um dia de fúria. Espíritos de porco - antes o fossem, pois eles, os porcos, são civilizados - merecem mesmo aquele xingamento em slow motion, aquela cortada no trânsito, aquela buzinada gostosa e infinita seguida de vááários golpes de luz alta. Aqui no Goiás faço isso com mais cuidado, visto que os casos apresentados no Linha Direta são comuns por aqui.
E esses ladrões de galinha? Merecem aquele tiro pro alto, aquele muro com arames e cacos e eletricidade para proporcionar algum divertimento. Quer levar? Pode levar. Mas ao menos mereço rir um pouco, aqui do lado de cá das grades da janela e das portas fechadas à tetra. Já me falaram que a justiça tem que começar pelo Congresso… ahhhh! Mas o que eu posso fazer efetivamente contra um Calheiros? Eu quero é queimar um Judas, o que estiver mais próximo, já que dificilmente poderei crucificar ‘o homem’.
Tudo bem, não foi dessa vez. Ontem um maldito ladrãozinho roubou roupas do meu varal. Que situação ridícula. O infeliz virou freguês, visto que é a segunda vez que vem ao brechó da classe média decadente. E foram-se os lençóis, uma toalha de banho desbotada com mais de dez anos e uma camiseta do Snoop, também muito antiga, mas conservada. Que puxa! O puto escolheu a dedo, deixou os prendedores, mas realmente não sabe reconhecer o valor das coisas. Ainda bem. Deixou a camiseta do Metallica e a calça do meu pijama de ursinhos - deve ser algum pagodeiro vileiro. É sim! Isso é um preconceito! Bastardo pagodeiro!
Restaram apenas as fronhas alaranjadas e floridas, com as quais cubro meu rosto de vergonha por não ter coragem de armar uma bela tocaia para o ‘maledeto’. Vai que ele resolve se vingar e passar atirando contra a minha pessoa de dentro de um Opala preto rebaixado ao som do pior funk tipo “cachorra”? Mas deixe estar, em breve enviarei o meu recado. Aguardem.
***Tomara que as pulgas do meu gato por enquanto possam se vingar por mim. Ovos, eclodam!
Detalhe: a camiseta que estou usando nessa foto tirada hoje é a mesma do post ali embaixo, onde estou com a Lua, anos 90. Então, vocês podem entender o amor que tenho pelas minhas roupas velhas?
Belo texto! Essa raça que vai pro nada é uma tristeza mesmo. Quem ganha com isso são os autores de livros de auto-ajuda, tipo Dalai-Lama e outros, he, he.
Bjim
O duro é nem livro de auto-ajuda mais dá conta…
Para pensar, além de desenhar escreve muito bem!!!
tô tentando dudu, valeu!
obrigado pela visita então eu voltei. belo texto acho que e isto mesmo rsr. li goias nos seu texto ve mora em goiania ou cidade de goias rs eu moro em goiania rsr. valeu !!!
oi junior, moro em goiânia, por hora. valeu pela visita, abração
Pense, poderiam ser as calcinhas…. hahahahahahaha
beijo, e se cuide, pois não quero ter que dar entrevistas no Linha Direta, imagine aquele apresentador narrando sua história: “Tratava-se de um textilpata. Segundo relatos dos vizinhos, Manoela conseguiu flagrá-lo com as mãos nos grampos de roupa, e ela disparou “And Justice for All” na altura máxima de seu rádio. Ele correu até seu opala, abriu o porta-malas e impiedosamente acionou o “melô das preparadas e popozudas”. Miminho, o gato de Manoela, saiu em disparada atordoado. Ela então foi torturada por horas e não sobreviveu. Cuidado, esse assassino está livre, circulando em um opala preto desbotado, rebaixado, com o um adesivo trazendo a seguinte citação: Simprão de tudo!. Denuncie.” hahahahaahaha. beijão irmã!!!
Minha irmã, as calcinha-véia ele poderia levar, assim eu me animaria a comprar algumas novas heheh. hahahahah adorei a reconstituição, vc tem uma imaginação “forte” hahahah bjão!
O bom filho à casa volta. Compre um varal que dê choque! Ponha cacos de vidro no varal! Um varal que morda.
pô, adorei o varal com choque, boa diego!
Nossa que treta forte… roubar do varal da classe média decadente é o fim da picada… Gostei da sugestão do Diego… vamos fazer uma intervenção no seu varal… ou quiçá roupas com mensagens de “bom tom” para o ladrão do opala preto…
Mas sem linha direta por favor.
Abraço!
Opa Bárbara, valeu pela visitinha… eu demoro anos pra responder, mas respondo heheh. Pois é, estou pensando seriamente em adotar o eletrovaral, beijos!
Voltou em grande estilo! Ótimo texto, cru e honesto na ponta da língua. Enquanto escrevo (e me deleito com o seu pensamento e a bela foto) escuto o som alto do carro que passa do lado de fora: um hip-hop “convertido”. Não, não é preconceito de forma alguma, apenas observação porque eu gosto da raíz e das idéias por trás do movimento. Beijo!
oi querida, voltei e já sumi há tempos… é essa correria que não me deixa, mas sinto que estou finalizando essa etapa da vida: o mestrado tá no fim, aleluia! vou visitar seu cantinho, até daqui a pouco.
Há quem diga que a educação resolveria tudo isto.
Aí eu pergunto, como podemos aprender de barriga vazia.
Então quem sabe, as Leis do Talião, deveriam ser aplicadas em um par de torre que conhecemos.
Oi Jangada, pois é… pode ser lá nas nossas torres mas acredito que existe boa parte da humanidade que também a mereça… o homem não é um ser muito confiável não. Um abraço!
huiauahuaua.. .sinto muito pela situação… mas valeu pelo delicioso registro… me deleitei na leitura! e mais: “Deixou a camiseta do Metallica e a calça do meu pijama de ursinhos - deve ser algum pagodeiro vileiro. É sim! Isso é um preconceito! Bastardo pagodeiro!”
isso é praga brava!
beijão, querida!
hahahaahah valeu ju heehhehe
Putz, roubo em varal é dose…
Welcome back!
pois é… e quanto a mim, vou e volto, mas estou por aqui, abraço!
Que vida! Demorou a postar e quando fez trouxe uma história um tanto cômica! mas lamentável!
Bom ter você de volta, não demore a escrever outra vez.
Um abraço
ô meu querido, que saudade de você. e eu sempre a me demorar… mas tem sido o meu tempo. um beijo