Fecha-se um ciclo
Postado em July 9, 2007
Categoria Guardados, Memória Recente |




Nascer, comer, crescer, latir, correr, brincar, adoecer, sofrer, morrer.
Quando o fim fica aí, escancarado, a vida parece tão besta, tão pequena.
Hoje a Lua fechou o seu ciclo e, junto com ele, marcou uma etapa importante da minha vida. Foram 15 anos e 1 mês… tempo equivalente à metade da minha própria caminhada.
A Lua presenciou meu primeiro namoro e todos os outros, assistiu tantos momentos felizes e tristes. E por falar em namoro, lembra quando arrumei um namorado pra você? Você o ignorou por completo! Mas eu entendo, ele era meio abobado mesmo… você tinha toda razão.
Chorei e dividi segredos com ela. Era minha companheira enquanto eu lavava as roupas - deitava em cima dos meus pés, com a bunda pesada encostada na minha perna. Era companheira de prancheta, quando eu virava a noite fazendo desenhos… companheira de ateliê, quando ficávamos produzindo no depósito lá de casa… Passamos muito tempo juntas! Mas a mudança para Brasília nos afastou muito, a partir de 2003. Sinto tanto por não ter passeado mais com você Lua!
Acompanhei suas cirurgias - uma delas eu até assisti: uma mastectomia radical.
Movimentei meio mundo quando ela fugiu, logo depois de umas dessas cirurgias… foi uma história fantástica: eu já estava em Brasília quando meu irmão me contou, por telefone, que ela havia fugido de casa, em Curitiba.
12/01/04
Rapidamente fiz um cartaz virtual com uma foto e com os dados dela e, então, comecei a espalhar para tudo quanto é endereço eletrônico de amigos e de associações de animais que eu ia encontrando na internet.
15/01/04
Meu pai, que trabalhava em Santa Catarina nesses dias, disse que até ouviu na rádio o aviso de “cão perdido”… e pensou: “putz, ainda não acharam o cachorro”… - porque ele se descuidou do portão, então estava com a consciência pesada.
Minha mãe disse que o locutor falou o nome da raça de maneira engraçada: ao invés de sheepdog falou sheeptok hahaha. E não é que foi assim que ela foi encontrada? Ela estava num bairro próximo ao nosso, na casa de uma senhora, que a recolheu. Depois que ouviu a chamada na rádio ela ligou lá pra casa… e minha mãe foi buscá-la. Que alegria! Essa mobilização levou cerca de uma semana.
16/01/04
É, dona Lua, você deixou alguma história para contar.
Eu ainda tinha esperanças de vê-la ao menos mais uma vez, agora no final de julho… mas você não pôde esperar, essas coisas não podem esperar, não é? Não têm hora marcada, não dá para adiar. É quando a morte fica à espreita que nos damos conta da fragilidade de tudo isso, do mundo e das coisas do mundo.
Hoje, por volta das 9h30 da manhã, a Lua tomou anestesias e, depois, uma injeção letal… foi levada pelo Dr. Luiz, que já tratava dela há algum tempo e, então, seu corpo foi incinerado.
É estranho… fiquei muito triste. Já derramei minhas lágrimas. Mas não poder ver seu corpo sem vida, tocá-lo e chorar sobre sua carcaça, de certa forma, deixou aqui viva uma sensação esquisita, uma esperança de que vou cruzar com ela em alguma esquina por aí.
Ou talvez mais tarde, Lua, nas nuvens fofas e branquinhas como o seu pêlo.
Lua, sentirei muitas saudades de você! Descanse em paz! Você continuará viva em nossas memórias!
sim Toti… lembraremos de quando ela latia para você incansavelmente, de ciúmes, quando dava a pata na porta da cozinha… quando ficava louca para passear ao ouvir o som da corrente… ela adorava um secador de cabelo. Tantas coisas para lembrar… uma vida inteira de lembranças.
Lua, nunca nos vimos mas conheço-te e desejo uma boa viagem nesta última caminhada por aqui.
Com carinho e muitas lambidas deixo meus abraços
Constança
Obrigada Constança… um beijo pra você e uma lambida pra Naná. Você tem o último retrato desenhado da Lua, aquele que mandei no último envelope.
Esses cachorros cativam o nosso coração… Ela está num lugar melhor…
tomara
Confesso, sem constrangimento, que chorei com a história da Lua! Ela se parecia com a Priscila da TV Colosso! Lembra?
Sabendo agora que você tem tanto amor a estes animais que são tão dóceis, amáveis e sinceros, te admiro mais!
Sei que “viajo” demais, mas acredito que um dia, quando Deus me levar, serei recebido por todos os meus amigos gatos, passáros e cães que já se foram: Boby, Piuí, Ikki, Pingo, Cruel, Meg, Bolota, Mia, Goham, Bina, Sofia, Aragorn, Komodo, Totô…
Saudades…
Acredite, peça a Deus, e poderá abraçar a Lua outra vez!
Um abraço!
obrigada querido.
Querida,
sei bem como perder um bichinho e sei bem a dor que é. O vazio que fica é dos piores. Falta um pedaço, falta alegria, falta aquela presença doce, que nos toca quando estamos com os olhos tristes demais ou quando queremos dividir alegrias. Sim, os bichinhos são companhia para todos os momentos e eles precisam de nós também para dividir sua alegria e dores. Deixo um abraço grande pra você, daqueles bem fortes e espero que fique bem. :**************
Beijo
Jana.
jana, querida! nem me fala. quem cuida de mim agora aqui em goiânia é o mimo… quando durmo demais ele já fica preocupado, vem me acordar, deita ao meu lado… é mesmo impressionante a interação que pode rolar entre nós todos animais.
Puxa, Manoela, que triste. A gente que cria estes “filhotes”, mesmo distante, sente muito. Ela já esta bem, agora fique vc. Bjs
Obrigada Luciana, um beijo!
Puxa vida, isso é triste, menina.
É… triste, porém, é a única certeza que temos… é estranho que ainda assim haja sofrimento.
No sábado fui ao mercado comprar guloseimas para eles…. e como você havia recomendado, para a Lua comprei bifinho. Para não perder o costume, o Skol ficou pulando em cima dela e de mim, querendo saber o que ela estava comendo…. Consegui enganá-lo e ela se deliciou com os bifinhos. Eu sempre usava a mesma tática: acariciava cada um com uma mão (o Skol sempre foi ciumento)…. Sempre dizia pra ela: “não é a Mano” por causa da voz…. À noite o Fê foi pegar alguma coisa no depósito e ela ficou louquinha, pensando que estava na hora de passear…. como gostava de dar umas voltinhas…. E domingo pela manhã arranhou a porta da cozinha, pedindo o pãozinho matinal….
O Skol sentiu muito, chorou pela manhã, deitado em frente à porta da cozinha… Realmente a vida parece estranha nessas horas.
É Dani… nessas horas tudo toma suas devidas proporções perante a vida que cessa… tudo é pequeno. Beijos
Ah, é triste mesmo… venho de uma família “cachorreira” que já derramou muitas lágrimas por aí.
Espero que o tempo ajude a apaziguar a dor e que as lembranças estejam sempre contigo.
Um beijo!
Em outra nota, fiquei impressionada com as coincidências. Você também é de Curitiba (certo?) (como a minha cunhada), também é fã de desenhos como Heidi e Marco, e ambas desenham/ilustram (fora o traço que me pareceu semelhante).
Sei que esse comentário foge do escopo da postagem, mas acho que tudo na vida tem um porquê, um sentido. Enfim, fiquei feliz que eu cheguei na sua página. =)
Também fico feliz querida, bjo e obrigada.
Sinto, por você sentir, lamento por lamentar…
Abraço, beijo!!!
—-LUA—-
Sinto por você sentir e lamento por lamentar!!
Abraço, beijo!!
__LUA__
obrigada meu amigo, saudade de você, viu?
Doce e meiga. A cachorrinha que sempre ficava conosco nos churrascos da banda, e sempre quando passava por mim, recebia um carinho. Era dificil não acariciar ela, pois era um doce mesmo com aquele seu tamanhão todo.
Manu,eu sei como é perder esses bichinhos que crescem junto com gente. Por isso, deixo aqui os meus sentimentos.Eu tinha 2 cachorrinhos, um ficou por aqui durante 9 anos e o outro 14 anos…um morreu do coração e a outra pelo mesmo meio que a Lua…Esses bichinhos, que nos entendem quando ninguem o faz e nos trazem alegria e sentem quando estamos tristes.Nunca foi tão certo falar que eles são os melhores amigos do homem…Um grande abraço…
Obrigada Victor, é sim, eles são melhores que muita gente por aí. Valeu pelos carinhos nela, bjo
Sinto pela Lua … Foram anos fazendo barulho para incomodar sua percepção auditiva …
:( 
Ela era fã do Meliat, ppmente dos churrascos. Bjo
Sinto muito pela Lua. Lembro de quando morreu o Hägar, meu cachorro. Um dia, cheguei no sítio, ele estava com um ar tristíssimo, uma barriga enorme, mal conseguia levantar, queria beber água o tempo inteiro. Três dias depois, eu soube que ele tinha morrido. Foi terrível.
esse ar triste parece mesmo uma despedida… dá pra ver nos olhos que eles vão partir.
Poxa Manu, aquele dia que nos falamos pelo Skype, que vc. me apresentou ao mesmo (ehehehehehehe), vc. me deu o endereço do blog, e me disse que a LUA havia falecido, eu conectei no site e nem dei bola, continua-mos nossa conversa, eu maravilhada com a descoberta do Skype e de suas marivilhas de comunicabilidade, bem pois hoje eu acessei o seu blog novamente (está em meus favoritos) e li a história da LUA, a quem conheci, e vc. sabe como eu a amava, pois amos todos os animais, principalmente os cães (vc. sabe bem disso, ehehehe), pois eu chorei de ler seu pequeno conto, meu DEUS, que triste Manu. Mas com certeza iremos todos nos encontrar, lá onde a LUA está agora.
obrigada meu bigamigo, sei bem sim, e imagino a saudade q vc deve estar dos seus pupilos lá em curitiba, um bjo (saudade de vc!)
Aconteceu como tantas outras,estou lendo Marley e eu, e sem muita intimidade com o micro procurava algum comentário sobre o livro “A lua pode esperar” e deparei-me com a história de Lua, tomei a iniciativa de escrever alguma coisa essa amizade Humanos/animais(perdoe-me se estou sendo bisbilhoteira) pois lembrei-me de um belo companheiro (SIG), tão carinhoso, tão… realmente palavras não seriam suficentes para defini-lo, deixou-me assim depois de muitos anos de convivência, digo-lhe apenas será sempre uma lembrança que por vezes abriremos um sorriso ou surgirar uma lágrima. um abraço.
Oi Alaeide, fico feliz que tenha me encontrado e que possa partilhar essas lembranças contigo. Volte sempre que quiser, um abraço!