Edward Said, a filologia e o tal relativismo

Reproduzo este texto, originalmente do meu outro blog, Para Ler Sem Olhar, porque ele gerou um debate interessante e muito útil para os tempos que correm. Como o Cálculo Renal tende a deixar seus textos no ar por longos e longos meses, acho melhor que ele esteja aqui. Convido a qualquer um para participar do [...]

Polêmicas presentes para hábitos futuros

O Cálculo Renal está de volta. Calou-se todo esse tempo, uns bons cinco meses, não por falta de assunto, antes por excesso. Com tanta coisa acontecendo, de qual delas falar? Agora chega, há muito a debater-se, nada de perder mais oportunidades. Porque, enquanto o blog vagueava no limbo, uma série de debates, que acompanhei à [...]

Do instinto à liberdade, da moral à lei

Esta entrada vem tarde, mas pretende, ainda assim, fazer eco a duas questões que vi levantadas em blogs amigos e, embora não tenham, na origem, nenhuma relação uma com a outra, podem e devem ser aproximadas. No seu A Terceira Margem do Sena, meu quase-vizinho Lelec mencionou as mais recentes pesquisas da neurologia (ele mesmo [...]

Sobre símbolos e eras

Este texto, confesso, é resultado de uma recaída metafísica. Talvez seja culpa do inverno que vai terminando, levando consigo a escuridão carregada de símbolos e significados. Tão contraditórias entre si, essas imagens de penumbra, que o espírito inquieto se flagra envolvido em perguntas e mais perguntas. No meu caso, começo a me questionar sobre o [...]

Benjamin e a aura de Gentileza

Passei as duas últimas semanas tentando pensar em algo para escrever sobre o Profeta Gentileza. Por algum motivo, essa figura folclórica, que sempre me fascinou, não saía de minha cabeça. Começou quando li, no Jornal do Brasil (sim, ele ainda existe, embora…), um texto que relembrava o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em Niterói. A [...]

Pensamento e nariz-de-cera

Este espaço anda reclamando com veemência e toda razão do abandono em que se vê há coisa de um mês (não contei, mas deve estar por essa casa). Como um personagem de Nelson Rodrigues, ele enfia o dedo na minha cara, solta uma baba bovina e elástica, e vocifera, o olho rútilo (estou esquecendo de [...]

A orquestra política, nós e os Caveiras

Conforme promessa feita no Para Ler Sem Olhar, eis o texto sobre “Tropa de Choque”, de José Padilha, o filme que o Brasil inteiro viu antes do lançamento (e uma parte da França, também). Explicações sobre como uma cópia, tão pirata quanto todas as demais, veio parar na minha mão, você encontra lá no outro [...]

Filósofos e seus problemas

Sempre considerei que era uma grande vantagem ser brasileiro e estudar filosofia, por um motivo muito simples e, creio eu, verdadeiro. Porque estamos tão distantes dos grandes centros, das nações que foram berço das mais brilhantes doutrinas, ou seja, da Europa (e, mais recentemente, dos EUA, como sempre), ficamos livres para estudar as obras dos [...]

Do inútil (ao fútil)

Já ouvi dizer, inúmeras vezes, que a arte é inútil. E está certo. Aliás, certíssimo. Embora um olhar panorâmico revele uma infinidade de funções ou utilidades possíveis para a arte, embora se possa perfeitamente ver nela muito de educativo, político, catártico, psicológico e assim por diante, embora o ser humano seja incapaz de viver sem [...]

Hominídeos de Kubrick e monstros do Rio

 Alguns meses atrás, quando assaltantes, sob o efeito das drogas e da nossa atávica incapacidade de ser uma nação, arrastaram um menino de seis anos por uma avenida da Zona Norte do Rio de Janeiro, meti-me numa discussão acerca da natureza humana ou, em outras palavras, da definição do humano. Foi um momento delicado do [...]

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