Benjamin e a aura de Gentileza

Postado em January 5, 2008
Categoria Arte, Cinema, Filosofia, História |

Passei as duas últimas semanas tentando pensar em algo para escrever sobre o Profeta Gentileza. Por algum motivo, essa figura folclórica, que sempre me fascinou, não saía de minha cabeça. Começou quando li, no Jornal do Brasil (sim, ele ainda existe, embora…), um texto que relembrava o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em Niterói. A tragédia aconteceu em 1961, quando a terra de Araribóia ainda era capital do Estado do Rio de Janeiro. É a tragédia mais traumática da história da cidade. Deixou centenas de mortos; uma larga maioria, claro, de crianças. 17 de dezembro, pouco antes do Natal.

Pois foi esse incêndio que, há 46 anos, deu à luz o Profeta Gentileza; até então, o homem atendia pelo nome de José Datrino. Nascido em 1917 em Cafelândia (SP), montou uma empresa de transportes em Guadalupe, subúrbio do Rio, e ia muito bem na carreira de empresário, quando o circo pegou fogo do outro lado da baía. Alguns dias mais tarde, Datrino acordou ouvindo vozes. Elas lhe comandavam largar tudo que construíra, para sair pela cidade a pregar o amor. Segundo uma lenda, ele perdeu os filhos na tragédia. Há quem diga que ele largou a família. Nada disso é inteiramente verdadeiro. Como fato, sabe-se que ele plantou um jardim no local da tragédia. Encheu um dos caminhões de sua empresa com vinho e o distribuiu para os passantes. Naquele verde erguido sobre cinzas, que batizou como “Paraíso da Gentileza”, tornou-se “Jozze Agradecido”, o “Profeta Gentileza”.

Não é sua transformação que me atrai, nem sua pregação. A figura, que podia ser avistada com freqüência nas barcas entre Rio e Niterói ou nas regiões centrais das duas cidades, poderia ser confundida com tantos outros profetas apocalípticos e desvairados das nossas cidades. É verdade que ele tinha algo de muito diferente dos demais. Seu rosto era sorridente e sua mensagem, pacífica. Começou sua história, afinal, como consolador das vítimas do incêndio. Daqueles a quem distribuía o vinho, exigia apenas que pedissem “por gentileza” e se afirmassem “agradecidos”. A alguém que o chamou de louco, respondeu que era “louco para amá-lo”.

O personagem

Durante mais de trinta anos, encarnou-se na imagem coletiva dos cariocas e fluminenses em geral. Aquele homem barbudo, cabeludo e sorridente era parte de um mundo muito bem delineado. Sua longa bata branca, bordada com dizeres místicos de amor; sua bengala que fazia as vezes de cajado profético; o estandarte que carregava por todo lado. Era uma imagem do inconsciente coletivo local, quase um arquétipo da religiosidade primitiva que, de tão intrínseca à humanidade, jamais organização religiosa poderá apagar. No máximo, adaptar, distorcer e transformar em formas mais complexas e menos espirituais de devoção.

O personagem Gentileza é o mais interessante – aliás, fascinante – de todos os pontos de vista que se pode ter a respeito do profeta. Homens que abandonaram tudo, esses existem aos montes. Profetas que pregam o amor se encontram em qualquer esquina. Mas o carisma de Gentileza era muito maior (conforme veremos). Ele sempre será lembrado, e isso acontece porque, mais do que protagonista de uma história tocante, José Datrino estava impregnado de um valor estético tão profundo, tão cristalino, que não saberia passar desapercebido.

Para mim, em particular, Gentileza adquiriu recentemente uma importância ainda maior. Suas obras me ajudaram a compreender e, sobretudo, dar razão a uma outra grande figura do século XX, tão admirável quanto fugaz: Walter Benjamin. Através dos painéis e dos ditos do profeta brasileiro, pude entender o quão profundo é o sentido da aura, um conceito difícil de digerir, desenvolvido pelo filósofo judeu-alemão para contrapor a arte primitiva à nossa realidade largamente cinematográfica. Mas chegaremos lá.

Quando eu era garoto, adorava chegar ao Rio pela avenida Brasil – isso, pouco antes de surgir a Linha Vermelha –, para tomar a avenida que passa debaixo do viaduto do Gasômetro. Achava lindos os painéis pintados contra os pilares escuros da via expressa, com discursos que passavam, fugazes, diante de meus olhos, e eu não conseguia ler. O que eram? Quem havia feito? Eu ainda não sabia. Para mim, aquelas palavras desconhecidas estavam apenas ali, uma presença tão misteriosa e significativa quanto as escadarias do Teatro Municipal e os Arcos da Lapa.

Já conhecia muitos viadutos, por cima e por baixo, e todos eram iguais. Feios, encardidos, pesados e perfeitamente funcionais. Não aquele. Ao passar ali embaixo, eu me sentia em outra época e outro país. As cores alegres e primitivas me davam a sensação de entrar numa cidade de fantasia. E, no entanto, era o próprio Rio de Janeiro.

Mais tarde, esqueci as inscrições. Indo ao Rio de carro, minha chegada passou a se dar por uma dessas vias com meia dúzia de faixas em cada direção, como tantas outras que se encontram no mundo. São uma coqueluche, estão na moda, todo mundo adora. Se passei debaixo do viaduto, e isso certamente aconteceu, nem me dei conta da tinta cinzenta que passaram por cima dos escritos misteriosos. Preferia lançar meus olhares para os armazéns caindo aos pedaços, e as grandes carcaças de navios por trás. Eu ia crescendo, e não é assim que acontece com todo mundo?

Nem me lembro de quando tomei conhecimento da existência do Gentileza. Talvez tenha sido por ocasião de sua morte, em 1996, e lá se vão quase doze anos. Ou então quando, mais tarde, o clamor popular conseguiu recuperar o que havia sido escondido. Um dia, enfim, eu me perguntei o que seria das pinturas. Ao mesmo tempo, outras questões ressuscitavam. O que estaria escrito? Com que intuito foram gravadas? Por que foram retiradas?

As perguntas se desenvolveram, se aprofundaram, adquiriram novas feições. É o que acontece com boas perguntas. Não têm solução, mas dão respostas para muitos outros problemas. É aí que entra a figura de Walter Benjamin; e se eu disse que Gentileza me ajudou a capturar seu pensamento, devo admitir que a recíproca é verdadeira. Benjamin foi de grande valia para que eu pudesse enxergar o que representa, de fato, o folclórico profeta do amorrr.

Walter Benjamin

Esse pensador interessantíssimo, fragmentário e apaixonado encontrou a morte mais de duas décadas antes do dia em que Datrino virou Gentileza. Mas, além da luz que uma atira sobre a outra, também une as duas figuras a proximidade que mantiveram com o trágico. O brasileiro largou sua fortuna para mergulhar nas cinzas de Niterói. O pensador alemão, judeu e comunista – combinação pouco segura na Europa dos anos 1930 – tentou ignorar o quanto pôde, malgrado os muitos alertas, o avanço das garras de Hitler. Até ser tarde demais para escapar. Na fronteira entre a França derrotada e a Espanha franquista, o suicídio parecia a única solução para o desamparado fugitivo.

A barbárie subtraiu assim ao mundo um gênio difícil, mas enorme. Socialista que não gostava de Moscou, judeu que não gostava de Israel, berlinense que só tinha olhos para Paris. Um homem que daria tudo para entender a história, a sociedade e a arte, e contribuiu para que se começasse a pensar a arte na história e nas sociedades. Essa reflexão, a que nos interessa, é desenvolvida sobretudo em seu ensaio dedicado ao cinema, chamado A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. Mesmo assim, como não poderia deixar de ser no caso de Walter Benjamin, esse trabalho, hoje histórico, teve três versões diferentes (35, 36 e 38), e grande parte de seu significado só pode ser compreendido com a contribuição de variantes e acréscimos que a editora não teve tempo de incluir na redação final.

É muito comum que esse ensaio seja lido como uma comparação saudosista entre, de um lado, a antiga, magnífica e atemporal Arte (maiúscula), obra de gênios como Rembrandt e Rodin; de outro, a fugaz, medíocre e comercial arte de massas do século XX, com a fotografia, o cinema e o fonógrafo. A primeira seria cercada de uma aura algo mística. A segunda, necas. Pois essa leitura não poderia estar mais errada.

Existe, sim, uma dualidade importante nesse texto. De um lado, o cinema. Obra de arte par excellence dos tempos modernos – tempos de industrialização, capitalismo e massas, enormes massas. O cinema é controlável em seus mínimos detalhes: a máquina capta o trabalho do ator sob os olhares atentos do diretor, do produtor, do fotógrafo, de uma enorme equipe de produção. O cinema pode ser retocado até atingir a perfeição, abstraídos os problemas de orçamento. O cinema é feito para ser exibido; a exibição está em seu cerne, é seu valor supremo. Existe para distribuir-se ao redor do mundo, comunicar-se com as massas aglomeradas nas salas, sedentas por imagens que parecem reais, às vezes mais reais do que o real. Daí a enorme dimensão política que Benjamin atribui à sétima arte. Na mão dos totalitarismos, vira instrumento de dominação, opressão e alienação. Mas, aponta o pensador, essa mesma ferramenta perigosa, quando dela se apropriam forças progressistas, serve à resistência, à liberdade e à revolução.

Assim pensa ele; mas deixemos de lado a política. O que há do outro lado da dicotomia que Benjamin abre? Não é, certamente, a arte das academias, nem mesmo dos gênios. Essa é tão voltada para a exibição quando a moderna. Tão comerciável quanto. É mesmo reprodutível, embora em menor escala. Tampouco será a arte das vanguardas, que não raro buscam mais os holofotes da mídia do que o resultado estético propriamente dito. E, para piorar, ainda tentam concorrer com o cinema ou absorvê-lo, como se a tentativa não fosse fadada, desde o berço, ao insucesso.

Ora, opondo-se ao que há de mais moderno está o que há de mais primitivo. A arte primitiva, na avaliação de Benjamin, é aquela que exala a maior das auras; que será essa aura? É “a súbita aparição de algo distante, por mais próximo que esteja”. Uma fórmula bela, convenhamos; mas, convenhamos, nada clara. A distância e a proximidade de que fala Benjamin são resumidos na fórmula “aqui e agora”. A arte primitiva é única. Realiza-se segundo as forças concentradas do homem num único instante, com todas as imperfeições que sua criação carregará, com um conceito vago e dificilmente teórico, com o mutismo da incerteza, esse silêncio mágico que acompanha as maiores verdades. Para Benjamin, a arte primitiva não era feita para ser exibida, como passou a ser regra com o desenvolvimento mercantil da civilização. Ao contrário, muitas das obras mais belas da Grécia clássica ficavam trancadas nos templos, visíveis apenas para os deuses. A obra primitiva era feita para o ritual. Materializava a vocação humana para a adoração ao divino, seja ele qual for.

Arte bruta

E o artista, quem era? Um ser diferente. Muitas vezes, um híbrido, um andrógino, um cego, um louco. Pessoas que viam e viviam algo que todos os demais simplesmente desconheciam. Meio demônios, meio deuses, mantidos à margem da tribo, mas objeto de um respeito reverente dos caçadores, dos guerreiros, dos chefes, das mulheres. De todos. O artista parecia não ser propriamente humano, porque tinha contato permanente com a terra e com os céus.

Nada como o artista do século XX. Mesmo assim, não foram poucos os grandes artistas das decantadas vanguardas que tentaram recuperar esse caráter espontâneo e místico da arte. Picasso colecionava máscaras e tentava imitar suas carrancas em telas e colagens. Gauguin meteu-se no Taiti, atrás da pureza primitiva, perdida, esquecida. Até que o pintor Jean Dubuffet escancarou a questão e cunhou o termo art brut, que dispensa tradução. Surgiu, no século XX, a paixão pela arte feita por não-artistas. Mas esse gosto, na verdade, travestia a atribuição de um valor estético a objetos que foram produzidos sem a menor intenção de serem etiquetados como tal.

Na própria França, o exemplo mais conhecido é o Assoalho de Jeannot, uma série de tábuas com inscrições feitas por um homem desesperado e esquizofrênico no chão de seu quarto, dias antes de morrer por falta de alimentos. Nos EUA, a morte de um faxineiro de nome Henry Darger levou à descoberta, em sua casa, de 15 mil páginas manuscritas com histórias fantásticas e sem nexo. No Brasil, o mais conhecido é provavelmente o sofrido Arthur Bispo do Rosário, apontado pela psicóloga Nise da Silveira como um gênio, muito mais do que um louco.

Algo semelhante vem sendo feito com a figura do Profeta Gentileza; a túnica, o estandarte, os 56 pilares pintados na zona portuária do Rio de Janeiro tornaram-se objetos de exibição museológica. Admirados com a figura enigmática, marcante e carismática do profeta, pesquisadores buscaram suas raízes, artistas compuseram músicas e rodaram filmes. O povo, por sua vez, seguiu espalhando a lenda. Cobertos em 1997 por um engano da companhia de limpeza urbana carioca (Comlurb), durante uma campanha contra as pichações, os painéis foram restaurados com cuidado. Datrino, ou melhor, o Gentileza, batizou a praça em frente à rodoviária Novo Rio, onde fica a primeira das pilastras pintadas. Livros e teses foram escritos. Páginas da internet lhe são dedicadas – menção especial para o projeto Rio com Gentileza, exaustivo e muito interessante.

Aqui e agora

Por que a arte de Gentileza causa tanto impacto em tantas sensibilidades? Há tantos profetas pelo mundo! É verdade que poucos têm uma mensagem tão alegre quanto a de Jozze Agradecido, aquele que era louco para nos amar e salvar. Mas estou certo de que os ensinamentos deixados pelo profeta são menos fascinantes do que a carga estética que ele incutiu no inconsciente coletivo do carioca e, com suas viagens dos anos 70, do brasileiro.

O profeta Gentileza foi personagem épico: perambulou pelas ruas do Rio de Janeiro, pelas barcas, pelos jornais, pelo país, com barba, túnica, cartola e estandarte. Abandonou uma vida de empresário razoavelmente bem sucedida em nome de uma missão que parecia insana. Foi internado em manicômios por duas vezes, e lá dentro conquistou a simpatia de médicos e internos. Ele também foi personagem trágico: imprimiu à própria vida uma série de reviravoltas, com as quais renunciou à existência regular em sociedade. Gentileza foi poeta: criava ditos em profusão, rimas, trocadilhos, provérbios. Inventava variações lingüísticas que deixariam muito concretista embasbacado. Brincava com letras e números, símbolos e desenhos. Versejava sem preocupações com a métrica ou a gramática. Não as venerava, nem empenhava-se, febril, em romper com elas. Mesmo assim, foi mais inventor do que a maioria dos grandes estilistas da língua. Por seus cata-ventos, flores, bandeiras e estrelas, Agradecido foi artista plástico. E pintor, com seus murais. Fazia sua arte do próprio corpo. Uma obra ambulante, pois. Enfim, ele foi imagem, arquétipo, miragem.

Mistura de sacerdote e pária, o profeta Gentileza encarnou, no seio de uma cidade folclórica e traumatizada como o Rio de Janeiro, a manifestação mais próxima (acessível a nós) do que foi o artista primitivo. Evocando Benjamin, podemos ver os pilares do Caju pulsando com a aura de um trabalho tão puramente artístico – mas artístico num sentido diferente, muito distante, do nosso. Mais do que a arte efêmera de Christo ou o Land Art de Richard Long, que buscam freneticamente combater a ilusão da arte ubíqua e mediatizada, o trabalho tenaz e silencioso de José Datrino recupera a essência do “aqui e agora”. Para apreciar a obra ou, melhor ainda, experimentar o efeito maravilhoso e incompreensível que ela pode exercer, é necessário estar diante da coisa em si.

Não seria o caso de remover os blocos de concreto para protegê-los da poluição e dos cartazes publicitários que gente ignara cola sobre eles. As estranhas palavras, as linhas de uma simetria singela, o texto truncado e de um misticismo pouco elaborado, nada mais seriam, transpostas para dentro de um museu, do que curiosidade formal e histórica. Sua qualidade estética, para não dizer artística, só pode se realizar no contexto em que foi criada. Um dia, quem sabe, ainda cometerei a loucura de me colocar entre as pistas da avenida, debaixo do viaduto, exposto ao gás dos ônibus clandestinos, ao barulho das motocicletas desreguladas, ao risco dos mendigos e trombadinhas, apenas para estar ali, no meio daquele milagre da ausência de razão, daquele feito heróico da fé insensata, daquelas cores tão bem dispostas, de maneira tão carinhosa e primitiva.

Foi assim que o profeta Gentileza, sem grandes discursos, explicou Walter Benjamin para mim. Passei a respeitar melhor um autor que, de tão fragmentário e disperso, não chega a ser tão diferente de um artista louco quanto se poderia esperar. E foi assim, também, que Walter Benjamin explicou o profeta Gentileza, o doce artista primitivo, emissário de um Deus todo seu, de amor e graça, figura que não se repetirá, senão em nossa memória. Graças a Walter Benjamin, entendi que Gentileza não foi apenas um curioso personagem urbano. Ele representa algo de profundamente atávico, de que não podemos escapar. E é por isso, enfim, que continua a nos fascinar.

Comentários

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8 Comentários »

2008-01-23 15:55:01

Comprei o livro Rua de Mão única de Walter Benjamin. O livro é repleto de fragmeentos de pensamentos e experências… Muito interessante.

2008-02-27 07:32:19

A obra dele é toda assim… fragmentária. É uma das coisas que a tornam difícil, mas fascinante!

 
 
2008-01-25 18:41:53

o médico e o monstro
prefiro o monstro… sempre hehehe

 
obispo
2008-02-21 21:05:42

Engraçado, a visão que eu tenho do Gentileza é muito diferente da maioria. Estudei no Colégio Pedro II, Centro ( R. Marechal Floriano ), de 1960 a 1966, num ano qualquer destes, ele passava todos os dias na frente do colégio e era muito agressivo com a garotas que usavam batom. Não chegava a bater mas gritar, ” vá lavar esta cara! “, a um palmo do rosto das colegas, gritava e muito. …Gentileza gera gentileza…não foi essa a lição que ele nos ensinou.

2008-02-27 07:33:11

É verdade, não dá pra negar que ele não batia bem. Mas isso é provavelmente verdade de todos os “artistas primitivos” a que associei sua figura.

 
 
Nat
2008-02-22 08:02:25

Não sou muito fã do Benjamin não, mas acho que é coisa de quem tem que lê-lo por obrigação.

Cara, não conhecia esta tua outra faceta “escrivinhadora” hehehehe Muito bom este blog. Bom mesmo!!!

Bjs
Nat

2008-02-27 07:34:42

Oi Nat, obrigado pelo elogio.

No começo, também tinha que ler Benjamin por obrigação. Graças a Deus, esse tempo passou, posso ler pelo prazer de matar minha curiosidade! Morte à obrigação!!! hehehe…

 
 
Wandréa
2008-09-16 20:49:42

Emocionante a maneira utilizada para descrever a sua compreensão do “Profeta Gentileza”. Concordo quando você diz, em outras palavras, que os ensinamentos não são mais marcantes do que a carga estética representada pela personagem derivada de Datrino. “Gentileza gera gentileza”, tão simples,tão compreensível e tão em desuso, esquecida na pressa do caminho de uma sociedade ainda tão confusa. Jozze Agradecido viveu o que acreditava e acreditou na vida, na misericórdia de Deus, no amor ao próximo.

 
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