A orquestra política, nós e os Caveiras
Postado em September 27, 2007
Categoria Cinema, Filosofia, Política | 8 comentários
Conforme promessa feita no Para Ler Sem Olhar, eis o texto sobre “Tropa de Choque”, de José Padilha, o filme que o Brasil inteiro viu antes do lançamento (e uma parte da França, também). Explicações sobre como uma cópia, tão pirata quanto todas as demais, veio parar na minha mão, você encontra lá no outro blog, se quiser. Neste aqui, ficam apenas as considerações que consigo fazer, à distância, claro, sobre o fenômeno retratado na película: um batalhão escolhido a dedo; em tese, incorruptível; treinado como o rigor das elites dos maiores exércitos do mundo; violento e implacável; torturador e justiceiro. Mas, sobretudo, inconcebível em sociedades que gozem de um mínimo de equilíbrio.
O narrador do filme, capitão Nascimento, interpretado por um Wagner Moura impecável, traça uma linha divisória entre esse grupo de exceção e aquilo que ele descreve como “o sistema”. Dentro d’”o sistema”, a corrupção, a indolência, a contravenção e a incompetência têm, todas, seus lugares garantidos, conta o narrador. Em suas próprias palavras, você pode trabalhar para a polícia ou o jogo do bicho, o governo ou um escritório de advocacia, uma fábrica ou uma loja. Mas “o sistema”, ele diz, trabalha apenas para “o sistema” (cito de cabeça, as palavras não devem ser precisamente essas).
Do outro lado, o personagem de Wagner Moura coloca o Bope, com seus policiais que nem se corrompem, nem se omitem, como, diz ele, acontece invariavelmente com os PMs “convencionais”. Os “Caveira” vão à guerra trajando suas fardas negras e boinas que fazem lembrar o SAS britânico. A julgar pelas cenas do filme, sobem o morro e dizimam os criminosos com eficiência digna de um jogo eletrônico. Não precisam nem de carro blindado, nem de apoio logístico, nem de nada. São imbatíveis. Pelo menos no filme.
A narrativa se coloca em uma posição tal, que uma linha se traça muito claramente: de um lado, “o sistema”. Do outro, o Bope, sem o qual, no dizer do capitão Nascimento, o Rio de Janeiro seria definitivamente tomado pelos traficantes. Colocado assim, creio que fica fácil entender onde o argumento peca: no principal. Diz o policial que, sem a presença salvadora do Bope, “o sistema” ruiria. Admitindo que seja verdade, então é necessário admitir também que “o sistema” não viveria sem o Bope. Ou seja, o Bope faz parte d’”o sistema”. Ele é fruto do ventre d’”o sistema”. Ele é imprescindível para “o sistema”.
Conclusão: o Bope é o eixo central d’”o sistema”.
Sendo assim, caberia a pergunta: esses heróicos policiais de exceção, que arriscam a vida nas favelas, se atiram no meio do fogo cruzado, enfrentam bandidos armados até os dentes, estariam eles iludidos? Será que eles crêem que, um dia, conseguirão acabar com a guerra do tráfico? Talvez alguns. Outros, não. Os que sabem que não poderão resolver o problema, por que continuam no trabalho? Por que não largam o emprego, ou se corrompem, ou se omitem, como os policiais de farda azul, no dizer do capitão Nascimento? Alguns, podemos imaginar, porque gostam. Vivem da tensão e da guerra. Outros, porque têm uma dependência química da adrenalina e psicológica da proximidade da morte. Outros ainda, como o personagem de Caio Junqueira, simplesmente porque sofrem de um desequilíbrio mental que os transforma em máquinas de matar. Não é à toa que a polícia brasileira é famosa por sua truculência e seus massacres.
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Mas, honestamente, isso não nos interessa neste texto. Confesso que foi uma digressão que me veio à cabeça, não resisti, redigi. Agora é que entramos no cerne da questão: se o corrupto, o omisso, o deputado, o bicheiro, o estudante, a ONG e até o magnífico Bope fazem parte de um sistema que nove entre dez cidadãos, aí inclusos os que claramente o integram, consideram apodrecido, que nome podemos dar a esse tal sistema? Ah, a questão é difícil. Identificá-lo, até que não. Mas nomeá-lo? Temos várias palavras caprichosas que se candidatam, e precisamos escolher com muito cuidado, para não ferir as muitas suscetibilidades que estão em jogo. Vamos a algumas.
É a Sociedade!, clamarão alguns. Mas logo se erguerão vozes a reclamar que, ao lhe aplicar esse rótulo, colocamos a culpa pela podridão do sistema nos cidadãos que trabalham, pagam seus impostos, constroem este país. São os coitados dos contribuintes e eleitores, também conhecidos como classe média, perdidos no fogo cruzado entre a corrupção dos governos, o avanço do crime organizado e a miséria que ocupa todos os espaços vazios. Esse pessoal ainda vai levar a culpa? Não há quem agüente! Encontra outra palavra aí, meu filho!
E alguém sugerirá: por que não dizer que é a Conjuntura? O Contexto? Lá vem aquele velho discurso: o tráfico de drogas é um componente fundamental no financiamento do capitalismo financeiro internacional, alimentado pela prática corporativa das grandes transnacionais; os maiores traficantes não estão no Borel ou na Maré, mas na Vieira Souto e no Joá. Pior, estão em Higienópolis e em Madison Square! De tal maneira, prosseguirá o raciocínio, que a tal tropa de elite nada mais é, na realidade, do que a tropa d’”a Elite”. E fim de papo. Certo. Não deixa de ser verdade ou, pelo menos, parte dela. Mas não é o suficiente para explicar por que esse tráfico de drogas ligado ao capitalismo financeiro precisa de fuzis soviéticos no meio da Cidade Maravilhosa. Assim sendo, embora os defensores desse ponto-de-vista (não vou dar nomes aos bois, não precisa) rejeitem qualquer adendo ou ressalva à análise que já vem toda pronta, vamos continuar em nossa busca por uma palavra melhor.
Mais uma sugestão? Sim: a Política. Ora, direis, a política! É muito fácil simplesmente reclamar dos políticos e continuar no conforto do sofá, não é? Mas a palavra, veja bem, não é políticos. Olhe novamente: é política. Coisa inteiramente diferente. Outra voz se erguerá, dizendo: “Eu não gosto de política. Política só tem sujeira. Não me meto nessas coisas. Prefiro cuidar direito da minha vida e, de repente, entrar para alguma ONG”. Muito bem, meu amigo. Sua declaração mostra, no mínimo, que você tem consciência social e espírito crítico. Contudo, sua determinação passa ao largo do próprio conceito de política. Por isso, acho que vale a pena abrir a discussão sobre esse conceito, se seus olhos ainda não estiverem cansados da leitura.
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Não sei por que isso aconteceu, acho que é culpa das grandes doutrinas dos últimos dois séculos, mas a idéia do que seja a política assumiu ares muito caricatos, que se resumem a dois grandes blocos. Há aqueles que consideram que, de um lado, temos o Estado, disputado por várias correntes políticas, e um mero predador do que está do outro lado, a dita sociedade civil, os indivíduos ou, na linguagem que seria usada por um economista (não é o meu caso), os Agentes. Por Agentes, deve-se entender as empresas, os clubes, as ONGs, as pessoas, você, eu, sua família e seu papagaio. Àqueles que seguem essa linha de pensamento, damos o nome de Direita. O Estado, que se opõe aos Agentes, deve agir (sem trocadilho) o mínimo possível. Isto é, na teoria. Também há um subgrupo da Direita, ao qual pertencem quase todos os “direitistas” que não estão mofando em alguma universidade, para quem o Estado deve agir, sim, senhor. Mas apenas para garantir o bom funcionamento de um estado de coisas dado. A esses, damos o nome de Conservadores.
No campo oposto ao da Direita, quem temos? Acertou quem disse a Esquerda. Para a Esquerda pura, marxista, a sociedade é dividida em classes que, para simplificar, vamos chamar de “quem manda” e “quem trabalha”. O tal do Estado, conceito central na noção de política da Direita, para quem ele se opõe aos Agentes, como vimos no parágrafo anterior, é, para o bom marxista, nada mais do que um instrumento de “quem manda” para continuar mandando, em detrimento de “quem trabalha”. Conclusão: para que “quem trabalha” possa mandar no próprio nariz, é necessário que o Estado, instrumento de dominação, seja suprimido, e esmagado o grupo de “quem manda”.
Têm razão, os não-euclidianos: no infinito, as paralelas se encontram.
Misturados nesses dois grupos, temos todo tipo de forma de pensar. Neste nosso tempo maluco, os ditos Nacionalistas, ou Intervencionistas, são considerados da Esquerda. Um Nacionalista nada mais é do que alguém que acredita na função investidora do Estado, que deve participar profundamente da economia do país, para comandar o crescimento e o desenvolvimento de uma Nação. Exemplo de nacionalista de esquerda? Hugo Chávez, é claro. Não importa se ele é um bufão, um mentiroso, um ditador, como já sei que aparecerá nos comentários. Do ponto-de-vista deste texto, ele é um Nacionalista. E de Esquerda, embora grande parte da Esquerda o rejeite.
Nem por isso, porém, o Nacionalismo é exclusividade da Esquerda. Alguns grandes nacionalistas de Direita foram: Getúlio Vargas, Benito Mussolini, Charles de Gaulle, todos os generais da última ditadura brasileira. Esses aí, por sinal, são o caso mais interessante: o golpe que deram (a chamada “Redentora”, no feminino porque qualifica uma “revolução” que nada revolveu) visava derrubar um Nacionalista que andava pendendo para a esquerda (Jango), mas que, no fundo, era só mais um latifundiário. Feito o trabalho, em que eles se transformaram? Em nacionalistas fortemente interventores…
Já sei que muita gente considera Getúlio e muitos outros nacionalistas como governantes de esquerda. Desculpe, mas isso é coisa de colunista da Editora Abril, onde até Fernando Henrique Cardoso pode ser considerado um presidente esquerdista, sem que ninguém dê risada. Estou certo de que ainda descobrirão um vazamento de algum gás alucinógeno na sede da empresa (talvez sejam os eflúvios do rio Pinheiros, ali ao lado).
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Pois bem. Grosso modo, eis a forma como se entende a política em nosso tempo. É uma idéia que gira em torno dessa nebulosa entidade chamada Estado, difícil de definir, muito ligada à idéia de Governo, mas não idêntica. Envolve os três poderes, certamente. Mas e a polícia? Provavelmente. E as estatais? Provavelmente. E os partidos políticos? Talvez, não sei, marginalmente, só os de situação, mas depois, quando muda, são os outros, quer dizer… que confusão!
Motivos para ficar confuso, realmente há. Porque, a rigor, o Estado é apenas um dos componentes, talvez o mais visível, de uma esfera muito mais ampla, que é a Política entendida em toda sua amplitude. Quero defender aqui a idéia de que, em linguagem simples e direta, resumindo ao máximo, a Política nada mais é do que o fato de viver em grupo. Ao estudo das ações individuas, damos o nome de Moral; ao estudo das ações coletivas, Política. Só não se envolve em política, queira ou não, quem vive numa caverna no meio da montanha, longe de qualquer convívio humano.
Não sou grande entusiasta de começar uma exposição pela etimologia de uma palavra. Mas, às vezes, é muito útil. Como se sabe, “política” tem origem grega, e deriva-se de Pólis, a cidade; mas a idéia de cidade, para os gregos, era diferente da nossa. A pólis era uma unidade administrativa e social, muito bem costurada internamente, como se constituísse um corpo. A história política da Grécia antiga gira em torno da pólis, às voltas com disputas de poder entre os grupos: proprietários de terra, aristocratas; mercadores, democratas (grosso modo). Os grandes tiranos preenchiam o vácuo de organização quando a balança não pendia para um lado, nem para o outro.
Nesse micro-cosmo político, é fácil verificar como a construção da realidade política se dá no quotidiano, nas pequenas como nas grandes coisas, nas conversas, nos debates, nas instituições. A primeira grande obra de cunho político, a República de Platão, chamava-se, no original, Politeía; não à toa. Mais famosa pelo Mito da Caverna e pelas opiniões anti-artísticas do autor, a obra vai mostrando, pouco a pouco, como se constitui uma cidade, com os primeiros agricultores, os comerciantes, depois os guardas, os financistas, os governantes, os burocratas, os professores. A busca de Platão, e é importante compreender isso para não sair chamando-o de precursor do Totalitarismo, era por uma sociedade que pudesse se manter estável por milênios, como ele cria ter encontrado em sua viagem ao Egito.
Desde então, muitos outros autores escreveram sobre Política com a mesma visão de uma comunidade humana orgânica; e não faltaram alusões a corpos físicos como metáfora para a sociedade: de Aristóteles a Agostinho, com sua Cidade de Deus, de Thomas Morus e sua Utopia ao Leviatã de Hobbes, a analogia era viva e inquestionável. Arrisco dizer que os primeiros a cindir a sociedade e o Estado foram os franceses, com sua larga tradição de burocracia totalitária, que remonta à Idade Média e chegou a seu primeiro apogeu com Luís XIV. Não é à toa que pensadores como Montesquieu e os Iluministas buscavam desenvolver a maneira mais eficiente e hermética de organizar o governo, com vistas a controlar nos mínimos detalhes o funcionamento da sociedade. Não mudou até hoje. Ao mesmo tempo, nas Ilhas Britânicas, os primeiros liberais iam no mesmo caminho: o que “o Estado” deve ou não deve fazer. Daí para Marx e Milton Friedman, foi um pulo.
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Voltemos, então, à nossa realidade, concreta, mas nada simples, em que o espoucar das balas fala mais alto do que as doutrinas dos filósofos. Muito mais alto, aliás. A você, que se declarou cansado da política, mesmo enojado, lamento informar que não há saída. Você faz política em cada ação da sua vida. Brecht disse, certa vez, que quem não gosta de política é atropelado por quem gosta (de novo, cito de cabeça, não exijam precisão de termos). Na verdade, ele deveria ter dito que quem diz não gostar de política está redondamente enganado.
Não quero correr o risco de cair numa espécie de idealismo meio místico, mas formulei uma analogia que me parece útil, a respeito da política: assim como uma orquestra com uma centena de músicos produz uma sinfonia que não está especificamente na parte de nenhum dos instrumentos, “o sistema” de que fala o capitão Nascimento não está em ninguém, nem em nenhuma instituição da sociedade. Como a música, que nasce de forma imaterial pela vibração conjunta de toda a orquestra, o contexto político, igualmente imaterial, nasce do quotidiano de toda uma população.
Pois é esse mesmo contexto político que vai semeando seus subprodutos, bastante materiais, até palpáveis, pelo país: os vereadores corruptos, a violência do Bope, o Caveirão, seu medo de sair de casa, o suborno do guarda, a pasmaceira da imprensa, os estádios vazios, o trânsito, a falta de metrô, as iniciativas individuais e coletivas para reverter a situação, o grupo de mauricinhos da Barra que espanca uma doméstica. Qualquer coisa que você queira mencionar, está tudo no mesmo saco. Você pode se considerar uma exceção, e talvez esteja certo. Mas a exceção faz parte da regra. É claro: se só houvesse “mal”, já estaríamos todos mortos. A política é a resultante de uma série de forças contrárias, tendências e contra-tendências. Um bolo vertiginoso, em que você e o sujeito drogado e armado que o assalta são inseparáveis.
Isso não significa, por favor, que a culpa do caos seja sua, minha ou de nossos ancestrais. Buscar culpas pouco ajuda. Tampouco estou afirmando que você, que faz seu trabalho, paga seus impostos e não dá propina a ninguém, está agindo errado, porque deveria “ir à luta”, “sair às ruas” e assim por diante. Digo, porém, que qualquer alteração nas relações de forças que determinam uma sociedade poderá refletir-se em alterações substanciais no resultado final, ou seja, na política. É como afirma a teoria do caos: a borboleta que bate asas em São João do Meriti pode determinar as condições meteorológicas de Osaka, no Japão.
Iniciativas como a de José Padilha, por exemplo, que já produziu o documentário sobre o ônibus 174 (título homônimo) e este, agora, sobre o Bope, são mais do que úteis, porque podem influenciar a Vontade (eis aí um conceito a desenvolver em outro texto) de milhões de pessoas. Pode estabelecer um novo equilíbrio de forças para a política carioca e até nacional, cujos resultados talvez sejam vistos daqui a 20 anos. Não significa que você, que tem tempo para ler este texto e está sentado diante de seu computador, deveria fazer algo parecido. Não são todos que têm a inclinação. Mas se uma grande massa, sem face ou nome, de pensamento e vontade, começa a se movimentar na direção de uma organização toda diferente da realidade do país, a partitura de nossa tem todas as condições de mudar.
Então eu vou imprimir este texto para ler no meu horário de almoço, sim?
Você viu o filme? Eu não.
Vi, sim. CONFESSO! Mais sobre o assunto no Para Ler Sem Olhar… hehehe
vc passou lá pelo Curvas, vim te seguindo, seguindo…lendo, lendo…cheguei aqui. e agora, pra sair?
precisa senha pra voltar?
não, não assisti ao filme. apesar de conhecer um pouco mais de meia dúzia que já viram, comentam, contam e tal, eu finjo que não sei, não sei e não sei. mas li todo o post aqui e o de lá, da sua outra casa. a única coisa que sei, é que já amo o Wagner Moura. a gente precisava de ator novo, com cara estranha, talento desconhecido, surpresa pura. tomara que não o vacinem.
beijo, obrigada pela visita. eu posso te linkar? meu blog roll é super meu mesmo: só tasco lá quem de fato, eu leio. posso, posso? [fazendo bicos e bocas]
Claro que pode. Acha que vou dizer não?
Certa vez escrevi um texto no meu blog antigo exatamente sobre isso. Não adianta chorar ou se dizer “acima disso tudo”, a gente faz política a partir do momento que nasce.
Quanto ao filme, é só um filme né? Ou devia ser, mas não sou ingenuo o suficiente pra acreditar que todo mundo encarou a coisa assim.
Em relação ao comentário que vc deixou em meu blog, a discussão é boa demais mesmo.
Abraços, belo texto e obrigado pelo comentário.
Tem uma palavra ótima pra definir a questão. Mas esqueci qual é. Acontece…
(comentando aqui pois lá, no outro, verdadeiramente não consegui olhar, nem ler, nem nada. nem sei porque não abriu direito a página… enfim)
pois copie sim. e com o nome do autor: fernando pessoa. x~
(leio aqui depois, agora o trabalho me chama. oi, muito prazer. )
É, às vezes dá problema no outro… Não sei do que se trata, é um saco!