Em memória de Bruno Tolentino
Escrevo esta memória: faço-a mundo
não como alguém que em lágrimas transcreve
a dor da perda, o amor ao que há pouco
ainda não era a fuga, nem a leve
passagem ao mistério, do habitante
da nossa teia física que finda
sempre contra a vontade diletante.
Não dou minha memória assim à vida,
porque essa, enquanto tua, não se deu
de encontro à minha. [...]